Autora:
Elsa Rodrigues, Chemical Lab Manager da SGS Portugal
Sabia que a contaminação dos solos afeta 60% dos territórios da UE? E que acarreta riscos para a saúde humana e ambiente? Descubra-os e à importância da monitorização ambiental para proteger este recurso vital.
Os solos saudáveis são a base de 95% dos alimentos que consumimos, albergam mais de 25% da biodiversidade mundial e constituem o maior reservatório de carbono terrestre do planeta. No entanto, mais de 60% dos solos da União Europeia não se encontram em boas condições. Atividades como a agricultura, construção e infraestruturas podem contribuir para a contaminação dos solos, representando um risco significativo para a saúde humana e para o ambiente, o que torna a monitorização ambiental essencial para ajudar as organizações a compreender o verdadeiro impacto das suas operações e a tomar decisões informadas, possibilitando uma gestão eficaz dos riscos ambientais.
Riscos da contaminação dos solos para a saúde humana
São várias as formas através das quais a contaminação dos solos pode expor a população a substâncias tóxicas:
Inalação - As partículas de poeira do solo poluído podem transportar metais pesados ou toxinas orgânicas, posteriormente inaladas.
Ingestão - O consumo de alimentos cultivados em solos contaminados pode estar na origem da ingestão de substâncias químicas nocivas.
Contacto dérmico - A exposição da pele a determinados poluentes, como é o caso, por exemplo, dos pesticidas, pode causar irritação ou efeitos a longo prazo na saúde.
Contaminação da cadeia alimentar - As plantas absorvem os contaminantes, que acabam por entrar na dieta humana através de frutas, legumes ou animais.
Os potenciais impactos na saúde são, também eles diversos, variando de intensidade. Falamos de perturbações neurológicas, como o envenenamento por chumbo, de desregulação hormonal, aumento do risco de cancro, atrasos de desenvolvimento das crianças ou problemas respiratórios e cutâneos.
Impactos que se podem também fazer sentir ao nível do ambiente, uma vez que um solo contaminado afeta o ecossistema devido à perturbação da biodiversidade, ou seja, dos microrganismos, fungos e insetos essenciais para a ciclagem de nutrientes, que são prejudicados; através da poluição da água; da redução da produtividade agrícola ou ainda da interrupção do ciclo do carbono.
Monitorização ambiental: como e porquê
Reconhecer e avaliar os poluentes nos solos é essencial, já que os seres humanos e os ecossistemas dependem do solo como fonte de alimento, água potável e habitat, sendo este um recurso que não se renova. De tal forma, que o Conselho da União Europeia deseja que a monitorização da saúde do solo seja obrigatória, o que começa como uma avaliação da saúde de todos os solos nos territórios dos Estados Membros, para se possam, posteriormente, adotar práticas sustentáveis de gestão do solo e outras medidas adequadas.
O objetivo da monitorização do solo varia consoante os diversos setores:
- é importante para o setor da agricultura, para garantir o crescimento ideal das culturas, através de uma avaliação dos níveis de nutrientes, humidade e pH;
- para a proteção ambiental, graças à deteção de contaminação, erosão e degradação, para prevenir danos no ecossistema;
- para a mitigação das alterações climáticas, graças à medição do armazenamento de carbono e das emissões de gases com efeito de estufa dos solos;
- para o planeamento urbano, uma vez que avalia a estabilidade do solo e a sua adequação à construção;
- para a saúde pública, através da identificação dos poluentes como metais pesados ou agentes patogénicos que podem afetar a saúde humana.
Monitorização do solo
Esta monitorização pode medir:
- os níveis de humidade do solo,
- níveis de nutrientes
- do pH e salinidade
- da matéria orgânica/carbono
- dos metais pesados e toxinas
- da atividade microbiana.
Algo que pode ser feito através de vários métodos, que vão das amostras para análise laboratorial a sensores que, no local, medem vários parâmetros, ou até uma deteção remota (através de satélites e drones), assim como técnicas mais avançadas (espectroscopia), indicadores biológicos (sequenciação de ADN) e perfil microbiano.
Os dados recolhidos podem ser usados pelos agricultores e pelos governos, para monitorizar a degradação da terra e fazer cumprir as regulamentações ambientais, e pelos investigadores, para prever impactos climáticos.
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