Autor:
Luís Martins, Product Manager da SGS Portugal
Conheça a importância das inspeções a equipamentos sob pressão para garantir a segurança industrial, conformidade legal e redução de riscos operacionais.
A utilização de equipamentos sob pressão é uma realidade transversal a inúmeros setores industriais. Desde equipamentos de geração de vapor até reservatórios de ar comprimido, estes equipamentos desempenham funções essenciais nos processos produtivos. Contudo, a sua operação envolve riscos significativos quando não são devidamente projetados, instalados e inspecionados.
Este artigo analisa a importância das inspeções em Equipamentos sob Pressão (ESP) e Recipientes sob Pressão Simples (RSPS), evidenciando o contributo destas atividades para a mitigação de riscos e no cumprimento dos requisitos legais.
Equipamentos sob pressão e recipientes sob pressão simples
Os Equipamentos sob Pressão são recipientes, tubagens, acessórios de segurança ou equipamentos, destinados a conter um fluido — líquido, gás ou vapor — com pressão máxima admissível superior a 0,5 bar, projetados e construídos de acordo com o Decreto -Lei n.º 111 -D/2017, de 31 de agosto, ou com a legislação em vigor à data da sua construção.
Os Recipientes sob Pressão Simples, por sua vez, são equipamentos destinados a conter ar ou azoto a uma pressão máxima admissível superior a 0,5 bar, projetados e construídos de acordo com o Decreto -Lei n.º 37/2017, de 29 de março, ou com a legislação em vigor à data da sua construção.
Enquadramento Legal
A regulamentação aplicável aos ESP e RSPS tem como objetivo assegurar que estes equipamentos sejam concebidos, fabricados e utilizados de forma segura, em que se destacam:
- Diretiva PED 2014/68/EU, transposta pelo Decreto Lei n.º 111 D/2017, que estabelece requisitos essenciais para a colocação de ESP no mercado.
- Decreto Lei n.º 37/2017, aplicável aos RSPS.
- Decreto Lei n.º 131/2019, que define as regras de instalação, licenciamento e inspeção de ESP e RSPS em serviço.
Complementando o Decreto-Lei n.º 131/2019 existem Instruções Técnicas Complementares (ITC) que estabelecem requisitos adicionais de acordo com o tipo de equipamento e o fluido a conter.
A conformidade com os requisitos legais estabelecidos é verificada por Organismos de Inspeção acreditados pelo Instituto Português de Acreditação (IPAC).
Inspeções: um elemento crítico para a segurança
A inspeção periódica de ESP e RSPS é um dos pilares da gestão de risco industrial. Através dela, é possível:
Identificar falhas antes de se tornarem críticas
Corrosão, fissuras, deformações e falhas em dispositivos de segurança podem evoluir rapidamente para acidentes graves. A inspeção permite detetar estes problemas de forma precoce.
Garantir conformidade legal e operacional
A legislação exige inspeções iniciais, intercalares, periódicas e extraordinárias, dependendo do tipo de equipamento e das suas condições de operação.
Prolongar a vida útil dos equipamentos
A manutenção orientada por inspeções reduz custos, evita paragens inesperadas e aumenta a fiabilidade dos processos.
Melhorar o desempenho energético e produtivo
Equipamentos em bom estado operam com maior eficiência, reduzindo consumos e aumentando a rentabilidade das instalações.
Assim, a inspeção não é apenas uma obrigação legal, mas uma ferramenta estratégica para a gestão industrial moderna.
O papel dos organismos de inspeção acreditados
A realização das inspeções previstas na legislação deve ser efetuada por entidades acreditadas, garantindo imparcialidade, rigor técnico e conformidade com normas internacionais. Estes organismos avaliam:
- Projetos de instalação, reparação ou alteração
- Condições de operação e segurança
- Funcionamento de dispositivos de proteção
- Integridade estrutural dos equipamentos
A acreditação pelo IPAC assegura que estas entidades cumprem critérios de competência técnica e independência, reforçando a confiança dos operadores industriais.
Considerações finais
A segurança industrial depende de múltiplos fatores, mas poucos são tão determinantes quanto a correta gestão de equipamentos sob pressão. A combinação de legislação robusta, inspeções regulares e manutenção adequada reduz significativamente o risco de acidentes e contribui para operações mais eficientes e sustentáveis.
Num contexto industrial cada vez mais exigente, investir na inspeção de ESP e RSPS é investir na continuidade operacional, na proteção das pessoas e na integridade das instalações.
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