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Legado da COP30 no Brasil: integridade, clima e competitividade em 2026

January 13, 2026
SGS MD Brazil Rodrigo

A COP30 marcou um marco renovado para o Brasil, reafirmando o papel central do país na agenda climática global ao combinar diplomacia, expertise técnica e um ecossistema em rápida expansão de inovação orientada à sustentabilidade. Mais do que sinalizar seu potencial, a conferência deixou claro que o mundo agora espera uma nova fase do Brasil: menos promessas e mais resultados verificáveis. Essa expectativa vai além das metas climáticas. Inclui a capacidade de demonstrar, com evidências auditáveis, que práticas de economia circular, gestão de recursos e esforços de descarbonização estão sendo implementados com rigor científico e consistência técnica.

 

O debate em Belém evidenciou que a transição energética e a descarbonização industrial deixaram de ser temas aspiracionais. Hoje, são motores de produtividade e diferenciação. As empresas brasileiras entendem cada vez mais que circularidade, proteção da natureza e rastreabilidade não são apenas exigências regulatórias, mas fundamentos que determinam acesso a mercados, custo de capital e posicionamento em cadeias globais de valor. Nesse contexto, uma conclusão tornou-se inegável: a sustentabilidade não avança sem confiança. Modelos circulares dependem de rastreabilidade, padronização e validação independente. Sem esses elementos, as intenções permanecem difíceis de medir, comparar e escalar.

Ao mesmo tempo, um novo gargalo se tornou evidente. Sem padronização, métricas comparáveis e verificação independente, o greenwashing tende a crescer, confundindo investidores e prejudicando empresas que realmente estão avançando. Esse risco foi amplamente debatido na COP30. Quando uma empresa afirma reciclar, reduzir carbono ou cumprir metas de circularidade sem auditoria externa, está apenas fazendo uma declaração. Com a certificação, isso se transforma em credibilidade. O Brasil tem capacidade para se posicionar como um hub regional de integridade em ESG, mas 2026 será decisivo para estabelecer regras claras, fortalecer os mercados e garantir confiança para investimentos de longo prazo.


A partir das discussões da COP30, três movimentos se destacaram como particularmente relevantes para o país. O primeiro é o crescimento acelerado dos investimentos em energia renovável e infraestrutura de baixo carbono. A demanda global por fornecedores que combinem energia limpa, estabilidade e custos competitivos está aumentando, e o Brasil tem uma oportunidade concreta de atrair novas cadeias industriais para ampliar escala, reduzir burocracia e integrar esses investimentos em pólos industriais. Para capturar plenamente esse valor, será essencial garantir que os critérios de circularidade, eficiência e emissões associados à energia e à indústria sejam comprovados por metodologias científicas e indicadores validados.

O segundo movimento é a evolução regulatória. O Brasil vive uma janela única para estruturar mercados ambientais reconhecidos internacionalmente, especialmente em carbono, circularidade e natureza. Isso exige integridade técnica e auditoria independente. Governos, empresas e organizações multilaterais convergem na mesma direção: cada crédito de carbono, cada métrica de circularidade e cada dado de biodiversidade deve refletir impactos reais, mensuráveis e auditáveis. A falta de harmonização regulatória sempre foi uma barreira na América Latina, e a COP30 destacou que o próximo ciclo precisa ser definido por métricas comparáveis, metodologias alinhadas e padrões que permitam que diferentes setores falem a mesma língua técnica.

O terceiro movimento é a integração entre inovação, ciência e política industrial. Sem dados confiáveis sobre emissões, ciclos de vida de produtos, solo, água, biodiversidade e uso de recursos, a competitividade torna-se inalcançável. As indústrias que prosperarão serão aquelas capazes de demonstrar, com precisão, como reduzem impactos, geram eficiência e constroem cadeias de valor mais resilientes. Ferramentas como Avaliação de Ciclo de Vida (ACV), rastreabilidade completa de materiais e evidências laboratoriais deixaram de ser diferenciais. Tornaram-se requisitos essenciais para competir em mercados que exigem transparência da produção ao pós-consumo.

Fortalecemos nossa posição durante a COP30 como parceiro estratégico para governos, empresas e organizações internacionais. Ao integrar a Front Runner Coalition do Global Circularity Protocol, estamos contribuindo para enfrentar um desafio histórico: a falta de padronização na economia circular. O protocolo estabelece métricas harmonizadas e uma metodologia científica capaz de orientar empresas em diferentes níveis de maturidade. Esse passo não apenas reforça a governança da circularidade, mas também prepara o terreno para que o Brasil lidere o alinhamento regional de padrões, um movimento essencial para construir confiança, atrair investimentos e acelerar a transição industrial.

Também destacamos soluções que geram impacto imediato em clima, natureza e governança ESG: verificação de créditos de carbono, rastreabilidade florestal, análises de eDNA para monitoramento da biodiversidade, controle da qualidade da água, do ar e do solo, além de plataformas digitais que aprimoram a medição e o acompanhamento de impactos. Ao combinar inovação, laboratórios especializados e auditoria independente, apoiamos empresas que buscam transformar compromissos em resultados verificáveis.

A mensagem central para 2026 é clara: integridade impulsiona investimento. Em um mundo em que cadeias globais de valor exigem rastreabilidade, investidores demandam dados robustos e governos buscam resultados mensuráveis, o Brasil tem a oportunidade de consolidar uma nova posição na economia internacional, desde que avance com padrões confiáveis, políticas claras e mecanismos sólidos de verificação. A colaboração entre setor público, privado e sociedade civil será decisiva. Somente com alianças estruturadas e trilhas de certificação compartilhadas será possível garantir escala e reconhecimento internacional aos esforços do país.

A COP30 mostrou que o país possui capital natural, massa crítica e capacidade técnica para assumir um papel de liderança. O próximo passo é garantir coerência e consistência na execução. Se o Brasil conseguir conectar inovação, escala e integridade, poderá atrair fluxos de investimento, fortalecer exportações, gerar empregos qualificados e liderar a transição industrial da América Latina. O desafio agora não é provar intenção, mas demonstrar impacto. E o impacto só existe quando é medido, verificado e comparável.

 

Sobre a SGS

A SGS é a empresa líder mundial em testes, inspeção e certificação. Operamos uma rede de mais de 2.500 laboratórios e instalações comerciais em 115 países, com o suporte de uma equipe de 99.500 profissionais dedicados. Com mais de 145 anos de excelência em serviços, combinamos a precisão e a exatidão que definem as empresas suíças para ajudar as organizações a atingir os mais altos padrões de qualidade, conformidade e sustentabilidade.

Nossa promessa de marca, when you need to be sure, ressalta nosso compromisso com a confiança, integridade e confiabilidade, permitindo que as empresas prosperem com confiança. Temos orgulho de fornecer nossos serviços especializados por meio do nome SGS e marcas especializadas confiáveis, incluindo Brightsight, Bluesign, Maine Pointe e Nutrasource.

A SGS é negociada publicamente na SIX Swiss Exchange sob o símbolo SGSN (ISIN CH1256740924, Reuters SGSN.S, Bloomberg SGSN:SW).

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