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Produtividade Aumenta com Espaços de Trabalho Saudáveis

20 Apr 2017
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Atualmente, assistimos a uma preocupação crescente das organizações com a saúde e segurança dos colaboradores, de modo a proporcionarem um espaço de trabalho agradável.

Atualmente, assistimos a uma preocupação crescente das organizações com a saúde e segurança dos colaboradores, de modo a proporcionarem um espaço de trabalho agradável.

Abordamos Marta Santos (Responsável Técnica de Safety em Environment, Health & Safety na SGS Portugal) para uma pequena entrevista relativamente a esta temática.

Considera que estamos a assistir a uma mudança gradual de paradigma no que se refere a esta temática?

Sim, sem dúvida.

Os organismos internacionais têm despertado consciências para a necessidade das organizações alargarem o seu foco, o qual não deverá estar apenas centrado no cliente, mas também no colaborador e na sua satisfação. O colaborador faz parte do ecossistema das organizações e é cada vez mais percecionado como uma peça-chave para a competitividade das mesmas.

Para além disto, os fatores inerentes à saúde, segurança e bem-estar dos colaboradores estão cada vez mais associados a questões relacionadas com a ética das organizações. Nesse sentido, espaços de trabalhos seguros e saudáveis são encarados como direitos fundamentais básicos dos colaboradores.

A tomada de consciência destas questões por parte dos colaboradores torna-os mais exigentes?

Sim. Podemos dizer que os colaboradores são cada vez mais exigentes, não só pela tomada de consciência de que ter um espaço de trabalho seguro e saudável faz parte integrante dos seus direitos, mas também porque atualmente, as pessoas estão mais atentas e têm uma maior perceção dos fatores que poderão colocar em causa a sua saúde e segurança.

Aliado a estes fatores, existe um maior e um mais fácil acesso às informações veiculadas pela comunicação social, o que por si só, contribui para que os colaboradores estejam mais atentos às questões associadas ao bem-estar no local de trabalho.

Quando fala em segurança e saúde ocupacional, refere-se apenas a fatores que impactam o bem-estar físico?

Não só. Nos últimos anos, temos assistido a uma mudança gradual de paradigma.

Anteriormente, as organizações estavam muito focadas nas condições ambientais e de segurança dos locais de trabalho, questões essas que englobavam as infraestruturas, o ambiente de operacionalização dos processos de trabalho, ergonomia, iluminância, equipamentos de proteção individual, entre outros. No entanto, além dos riscos físicos, temos assistido à introdução dos riscos psicossociais e à necessidade da sua prevenção e controlo.

A que se referem os riscos psicossociais?

Os riscos psicossociais referem-se a fatores que podem ter efeitos negativos a nível psicológico, físico e social no colaborador, como por exemplo o stress relacionado com o trabalho, esgotamento ou depressão. Englobam desde processos de organização e gestão do trabalho até ao contexto social de trabalho. A preocupação na prevenção destes riscos está, inclusivamente, patente na definição da Organização Mundial de Saúde (OMS). A OMS define Saúde como sendo o bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença.

A aposta na prevenção e na saúde e bem-estar dos colaboradores, poderá traduzir-se em benefícios para as organizações

Sim, cada vez mais, a posição das organizações deverá ser orientada para a adoção de uma postura de prevenção em detrimento da reação. Esta postura de prevenção poderá evitar elevados custos para as organizações relacionados com o absentismo.

De acordo com estudos europeus, 8% dos trabalhadores portugueses afirmaram ter um ou vários problemas de saúde ligados ao trabalho e cerca de 50% destes problemas exigiam absentismo. Este panorama acompanha a realidade europeia, visto que 28% dos colaboradores europeus, o que corresponde a, aproximadamente, 55,6 milhões de pessoas, referiram no inquérito às Forças de trabalho da UE em 2007, que o seu bem-estar mental e físico foi afetado pela exposição a riscos psicossociais.

Estes são alguns dados que nos ajudam a refletir que o caminho é a aposta na prevenção.

De que forma a aposta na adoção deste tipo de políticas de bemestar, poderá ter impactos na competitividade das organizações?

Para respondermos a essa questão, basta analisarmos dados de estudos europeus realizados neste domínio.
Antes de mais, a aposta nestas políticas, permitirá reduzir os custos. Os riscos psicossociais conduzem ao stress, que, segundo um estudo da OSHA (Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho), custa até 20 mil milhões de euros por ano aos estados membros em custos de saúde diretos e em tempo de trabalho perdido.

Estas medidas permitem ainda um retorno do investimento. Estudos realizados na União Europeia admitem que por cada euro investido em programas de segurança e saúde no trabalho é obtido um retorno de 2,2€.

Por sua vez, em programas de bem-estar, por cada euro investido, há um retorno máximo estimado de 4,81€. Todos estes fatores têm impacto nas organizações e na sua competitividade.

Em Portugal, como é que tem sido esta evolução?

Tem sido gradual.

Sem dúvida que, tal como referi anteriormente, há uma maior consciencialização, no entanto é necessário que esta seja refletida em mais ação nesta área. Isto porque, devido à situação económica menos favorável pela qual passou o nosso país, os empresários retraíram-se na implementação de medidas que contribuíssem para um maior bem-estar para os trabalhadores.

No entanto, existe uma preocupação crescente com estas questões. No Inquérito Europeu às Empresas sobre Riscos Novos e Emergentes (ESENER; EU-OSHA, 2010a), concluiu-se que 79% dos dirigentes europeus estão preocupados com o stress nos seus espaços de trabalho. Esta preocupação crescente é notória nos líderes das organizações portuguesas.

Podemos falar em felicidade nas organizações?

Sim, cada vez mais.

Este é um conceito que tem ganho expressão nos últimos anos, derivado à mudança de paradigma a que estamos a assistir e que já referi anteriormente.

E, tal como vimos pelos estudos anteriores que apontam nesse sentido, a felicidade dá lucro.
Portanto, estão reunidos todos os motivos para as organizações apostarem no bem-estar dos seus colaboradores nos seus vários domínios.

De que forma a SGS pode contribuir para promover a felicidade nas organizações?

Antes de mais, pode contribuir para a implementação e avaliação de medidas que promovam espaços seguros e saudáveis.

A SGS poderá apoiar as organizações, numa primeira fase, no diagnóstico da sua situação atual e, numa segunda fase, na elaboração de um plano de ação.

As soluções da SGS vão desde a avaliação do clima organizacional e gestão da formação, até ao conforto térmico, à qualidade do ar interior, níveis de iluminância, identificação de perigos, avaliação e controlo de riscos, avaliação de riscos psicossociais, planos de segurança contra incêndio, elaboração de manuais de segurança, ergonomia, radiações eletromagnéticas; inspeções ao sistema AVAC, estudos de gestão ambiental e de resíduos, entre outros.

A missão a que a SGS se propõe é a de analisar a situação das organizações e oferecer soluções à medida das suas necessidades, apoiando-as a proporcionarem aos seus colaboradores espaços saudáveis, seguros e felizes.

Para mais informações, por favor contacte:
tel: 808 200 747 (Seg. a Sex. das 9h às 18h)
@: pt.info@sgs.com

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